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Moda, Tendências e Sustentabilidade

A moda sempre fez parte da minha vida. E um dia descobri que queria falar, ler, entender mais do assunto. A moda que eu gosto às vezes não é perfeita. Muito pelo contrário, está cheia de dilemas. E, quando possível, vou tratar aqui da moda como eu gostaria que fosse, mais inclusiva, inovadora, sustentável. Patricia Saito

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patsaito33@hotmail.com


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11 May 11

Blog Novo: Costura Sustentável!

Depois de pensar muito, decidi criar um blog sobre moda sustentável em outra “casa”. O novo chama-se Costura Sustentável e está no wordpress: www.costurasustentavel.wordpress.com.

Minhas opções eram: 1) atualizar este Tumblr a partir deste recorte temático ou 2) criar um novo. Optei pela segunda alternativa e dedici deixar este Tumblr para questões mais pessoais, imagens e outras reflexões.

Quem puder, visite o novo site.

Abraço,

18 April 11

Protesto nas redes sociais tira de circulação coleção de peles da Arezzo

"A Arezzo entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios. (…) E, por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica em sua composição, mantendo somente as peças com peles sintéticas." Foi com esse texto, publicado em seu site, que a grife de bolsas e sapatos Arezzo anunciou o fim da Pelemania, coleção baseada em peles de animais. Ecologicamente incorreta, a coleção se tornou alvo de críticas ferrenhas nas redes sociais, especialmente no Twitter, onde chegou a emplacar dois tópicos entre os mais comentados pelos usuários de microblogs.

No comunicado oficial, a grife procura tirar o corpo fora da polêmica, alegando que suas peças seguem todas as formalidades legais e que não entende como sua responsabilidade “o debate de uma causa tão ampla e controversa”. No site da marca, já não é possível encontrar nenhuma referência à coleção, apenas a produtos de pele sintética. 

As hashtags #arezzo e #pelemania estiveram entre as mais comentadas durante todo o dia. A grande maioria dos comentários era de tipo negativo e questionava a postura ecologicamente incorreta da empresa.  “Casacos de pele em pleno século XXI, no auge da sustentabilidade. Muito estratégico”, ironizou um usuário. Mesmo após a Arezzo ter anunciado que retiraria das lojas os produtos, os internautas continuam questionando a postura da empresa. “A #arezzo tirou a #pelemania de circulação, mas os animais continuam mortos”, afirmou um deles. Outro chegou a questionar a estratégia de divulgação da marca: “Só eu que acho que a campanha #pelemania da @arezzo_ foi de propósito? Baita sacada de marketing”, disse.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/protestos-nas-redes-sociais-fazem-arezzo-tirar-colecao-com-pele-de-animais-de-circulacao

10 April 11

O desafio da sustentabilidade na indústria de vestuário

Por Renato Guimarães, da Gestão Origami (www.gestaoorigami.com.br)

Já parou para pensar em como é feita a roupa que você está usando agora? De onde foi tirado o algodão ou como foi fabricada a fibra sintética? Quanta gente foi envolvida no processo de fabricação e em que condições de trabalho? Quantos quilômetros esta peça que você está usando teve de viajar – e, portanto, quanto CO2 produziu? Quantos e quais produtos químicos foram usados para dar a cor, o formato e a consistência que você tanto aprecia? Quanta energia foi usada no plantio, colheita e transformação das fibras naturais, ou na fabricação das fibras sintéticas, ou ainda no transporte, armazenamento e disposição nos displays de venda? E a lavagem e secagem cotidiana em nossas casas?

Muitas perguntas para um elemento – a roupa – que está de tal forma incorporado ao nosso cotidiano que se transforma, literalmente, na nossa segunda pele. Apesar disso, a indústria do vestuário é uma das mais importantes do mundo, movimentando anualmente mais de 1 trilhão de dólares  ao contribuir com 7% das exportações mundiais e empregar aproximadamente 25 milhões de pessoas. É também uma das indústrias mais insustentáveis, segundo o relatório “Fashioning Sustainability”, lançado em 2007 pela ONG britânica Forum for the Future e de onde estes dados foram tirados.

O estudo indica que há dois elementos principais que tornam a indústria tão insustentável:

  • A competição brutal, que joga para baixo preços e conseqüentemente os padrões de qualidade, aliada à alta volatilidade da moda, que torna o vestuário altamente descartável.
  • O outro elemento é a complexidade e opacidade da cadeia de suprimentos, através da qual os diferentes estágios de produção da indústria de vestuário são descentralizados mundo afora, terceirizados, quarteirizados, estendidos e expandidos de tal forma que fica difícil ter um controle real sobre os padrões de sustentabilidade envolvidos.

Como reconhece o relatório, se as marcas ou as grandes lojas não conhecem a origem completa dos produtos que vendem, fica muito difícil identificar e garantir padrões de sustentabilidade no decorre de toda a cadeia de suprimentos.

O relatório identifica, então, os principais desafios de sustentabilidade em cada etapa do processo de produção, distribuição e comercialização do vestuário e propõe soluções para enfrentá-los.

A insustentabilidade no ciclo de vida da indústria de vestuário. Fonte: relatório Fashioning Sustainability.

Por exemplo, o algodão é a fibra natural mais usada para produzir roupas. Somente em 2005 a indústria como um todo consumiu a astronômica quantidade de 24 milhões de toneladas do produto. Para dar conta disso, ao menor custo possível, aposta-se naturalmente em produção intensiva e de larga escala e em um conjunto de blends (misturas) de fibras de diferentes fontes, o que torna a extremamente difícil determinar com clareza sua cadeia de produção.

O algodão demanda uma grande quantidade de água na sua produção. O relatório aponta que o manejo incorreto dos recursos hídricos no plantio do algodão resulta em até 10 toneladas de água necessária para produzir fibra suficiente para fabricar um único par de calcas jeans – ou 3.5 litros por um cotonete.

Neste contexto o manejo eficiente da água é vital para a sustentabilidade da indústria como um todo. O rastreamento do algodão e a certificação de origem é outra medida apresentada para ajudar compradores das indústrias e consumidores finais a fazer melhores escolhas baseadas na situação social e ambiental dos países de origem. O uso de outros tipos de fibras também é defendido, com destaque para a fibra da Canabis, por suas vantagens comparativas com relação ao algodão, segundo os autores do relatório.

A questão da força de trabalho ao longo da cadeia de produção da indústria do vestuário é também abordada no relatório, que mostra como péssimas condições de trabalho, baixo pagamento, uso de mão de obra infantil e/ou beirando a escravidão, entre outros fatores, são comuns nos ambientes quase invisíveis das pequenas oficinas de costura ou em galpões industriais espalhados geralmente em países pobres, a maioria na Ásia.

O já emblemático caso da Nike, que sofreu há alguns anos uma forte pressão popular pelo uso, por uma parte de seus fornecedores, de mão de obra em péssimas condições, é relembrado para mostrar como a indústria pode reverter a situação. Em 2004 a empresa deu literalmente nome aos bois, reconheceu publicamente a existência de problemas generalizados em sua cadeia de suprimentos e  implantou uma série de ações concretas para torná-la mais sustentável. Dentre elas atrelar os bônus de sua equipe de compras à garantia de respeito aos códigos de conduta laboral dos fornecedores de onde compram seus suprimentos.

Mesmo aqui no Brasil, em São Paulo, os fiscais do Ministério do Trabalho volta e meia encontram trabalhadores estrangeiros, especialmente peruanos e bolivianos, sendo explorados, para não dizer triturados, pela mecânica da descentralizada indústria de vestuário.

A globalização e a emergência de novos mercados consumidores faz com que estas péssimas condições de trabalho não sejam uma exclusividade dos países asiáticos. Por toda a América Latina é possível encontrar estas pequenas oficinas de costura com trabalhadores produzindo mecanicamente peças para a indústria de roupa. Mesmo aqui no Brasil, em São Paulo, os fiscais do Ministério do Trabalho volta e meia encontram trabalhadores estrangeiros, especialmente peruanos e bolivianos, sendo explorados, para não dizer triturados, pela mecânica da descentralizada indústria de vestuário.

Os autores do relatório procuram ver o lado positivo, sugerindo soluções e apontando para o papel fundamental que tanto consumidores como as grandes empresas de roupa têm para melhorar o sistema como um todo. É um poder combinado que pode impor um círculo virtuoso de sustentabilidade capaz de gerar um produto que é fundamental para cada um de nós, mas paradoxalmente é muito volátil.

O Índice do Vestuário Sustentável
Um passo muito importante neste sentido foi dado há uns três meses com o lançamento da “Sustainable Apparel Coalition”, uma coalização que reúne os principais atores da indústria global de vestuimentas (as marcas globais, revendedores, fabricantes de roupas e calcados, ONGs, universidades e a agencia ambiental americana – EPA) para reduzir os impactos ambientais e sociais de produtos de vestuário e calçados em todo o mundo.

A Coalizão reconhece que nenhuma empresa individualmente consegue lidar com todos os aspectos da complexa cadeia de suprimentos do setor e que, portanto, é necessária uma ação conjunta baseada em metas claras, transparentes e quantificáveis. Os cinco pontos sobre os quais haverá uma atuação direta são:

  • Uso racional da água e qualidade
  • Energia e gases de efeito estufa
  • Manejo de resíduos
  • Uso de químicos e toxicidade
  • Condições sociais e de trabalho

A grande novidade é a criação de um indicador de sustentabilidade a ser aplicado de maneira uniforme em toda a cadeia de suprimentos global da indústria de vestuário: é o “Índice do Vestuário Sustentável – Sustainable Apparel Index”. Neste momento, o índice funciona mais como um “indicador” que permite às empresas avaliar os tipos de materiais, produtos, instalações e processos com base em uma gama de práticas sociais e ambientais e de escolhas de desenho dos produtos. Está baseado em grande medida no Eco Index e em uma ferramenta criada pela Nike de desenvolvimento de vestuário levando em conta questões ambientais e sociais.

A idéia é que o Índice evolua para incluir métricas e metodologias para outras áreas, como uso de químicos e toxicidade, gerar indicadores sociais e laborais para a produção de matérias-primas e ser capaz, no final, de gerar a pegada de sustentabilidade de cada produto de forma individualizada.

Com isso, da próxima vez que você for comprar sua calça jeans encontrará uma etiqueta informando onde e como suas partes foram feitas, quais insumos foram usados, em que condições, qual é a pegada de carbono envolvida e por aí vai. Ficará por conta do consumidor fazer a melhor escolha dentre as várias opções existentes.

O Índice do Vestuário Sustentável ainda está em fase de desenvolvimento e, portanto, está longe de chegar ao Brasil. Mas basta lembrar que entre seus promotores estão gigantes como Adidas, C&A, Gap, H&M, JC Penney, Levi Strauss & Co., Marks & Spencer, Mountain Equipment, New Balance, Nike, Patagonia, Timberland e Walmart.

Ou seja, é bom as empresas brasileiras de produção e venda de vestuário ficarem com os olhos bem abertos e preparadas para lidar com uma realidade de maior transparência no negócio e de busca por uma cadeia de suprimentos capaz de oferecer um produto realmente sustentável.

Um QR Code como este será usado pelo consumidor para saber todas as informações de sustentabilidade do produto que está comprando.

Um índice como este criado pela Sustainable Apparel Coalition associado às novas tecnologias de comunicação e às mídias sociais dará ao consumidor um pouco mais consciente e engajado ferramentas fundamentais para botar a indústria em cheque.

Por exemplo, é quase certo que cada etiqueta será acompanhada por um QR Code, um código de barras especial que pode trazer todas as informações de sustentabilidade daquele produto individualizado. Um consumidor será capaz, então, de apontar seu celular para o QR Code, fotografá-lo e gerar na hora uma análise daquela peça, inclusive comparando-a com outras vendidas na mesma loja ou numa concorrente. Daí terá elementos em tempo real de tomar uma decisão de compra mais informada e que leve em conta, além de preço e qualidade, a sustentabilidade do produto.

Já imaginou se após verificar o QR Code da calça jeans você descobre que ela foi feita usando mão de obra escrava? Você pode até optar por comprá-la porque é bonita e barata, mas não poderá esquecer que sua compra ajuda a manter esta situação.

Para as empresas que vendem vestuário, a iniciativa de um índice de sustentabilidade deve ser encarada como uma excelente notícia. Primeiro porque vai ajudá-las a tomar decisões de compra melhor informadas e segundo porque ajudará os consumidores a separar o joio do trigo, premiando as empresas que fazem esforços sérios na direção da sustentabilidade de seus negócios.

É chegado o momento para o setor de vestuário ter um lucro que seja, também, socialmente transformador.

6 April 11
3 April 11

Dia de chuva e de Bazar London Look

O domingo chuvoso pedia cobertor e preguiça, mas não aguentei a curiosidade e decidi conferir o Bazar London Look lá na zona norte, sempre muito bem coordenado pela Inês e Camila.

Muitas das peças já haviam sido vendidas, já que o Bazar começou ontem, mas ainda sim gostei do que vi: vestidos lindos e delicados de renda; camisas em xadrez; camisas jeans (finalmente comprei a minha!); e peças já com cara de outono-inverno.

 O mais bacana do London Look é que as roupas são atemporais, ou seja, você pode usar independente de estar na moda. Dá para combinar xadrez com jeans; vestidos floridos com cardigãs; saias românticas com botas pesadas…

Minhas aquisições foram pensadas para render inúmeros looks. Uma camisa jeans para usar com saia, shorts e fazer sobreposições e uma saia linda de tule para festas - no melhor estilo Black Swan.

O único pedido para a Inês e Camila é que a London Look comece a pensar nos meninos. Assim fica mais fácil arrastar os amigos e o marido para as compras. E de quebra eles também ficam estilosos!

Quem quiser dar uma olhada nas peças, basta adicionar London Look no Facebook.

Fotos by Rodrigo Lima

29 March 11

Adorei esta campanha (já tinha publicado fotos). O segredo: Uma modelo totalmente a vontade (Kate Moss) + Bolsas/roupas incríveis + Marrocos + Nancy Sinatra cantando Sand. Você esquece de que se trata de uma publicidade e entra no clima…

27 March 11

Blog tamanho 50

Vi na Gloss e quis compartilhar aqui. A francesa Stéphanie Zwicky tem um blog de moda, mas sem vergonha de dizer e mostrar orgulhosamente que usa tamanho 50.  Ela tem fotos com looks lindos -  com estampas, saias, vestidos - e é um exemplo para muitas meninas que acham que precisam seguir um padrão de beleza ditado pelas passarelas.

O melhor foi a frase dela para a Gloss: “Estilo não é uma questão de tamanho, e sim de atitude”.

Concordo e assino com você Stéphanie.

Vale conhecer: www.leblogdebigbeauty.com

24 March 11

Amanhã é o último dia para votar!

Estou participando da promoção “De olho no seu look” das lojas Riachuelo (com a produção acima). A proposta era montar um look com pelo menos duas peças da última coleção da Ivete Sangalo.

Uma vez atentendo às regras do regulamento, a foto foi disponibilizada para votação do público em geral. Até amanhã (25/03) as trinta primeiras colocadas serão classificadas para a segunda fase, em que entra a avaliação da própria Ivete Sangalo.

Desde que divulguei minha foto no facebook (claro, morrendo de vergonha!), muitos amigos e pessoas queridas se manisfestaram e votaram no meu look. Fiquei muito contente com esta demonstração de carinho e isso já valeu ter participado da promoção.

Bom, como a votação segue até amanhã, segue o link para quem quiser me ajudar:

http://www.riachuelo.com.br/deolhonoseulook/look_interna.aspx?nome=patricia-ferreira-saito&id=203

13 March 11
2 March 11

Navegar é preciso…

Não ando escrevendo artigos sobre moda sustentável, nem comentando os vestidos do Oscar. Muito menos discutindo a polêmica da expulsão de Galliano da Dior. Tudo isso porque tirei uns dias para descansar. Longe da chuva paulistana, da poluição e do corre-corre diário. Logo, logo, estou de volta!

20 February 11

Bazar London Look: só peças lindas de morrer!

Neste final de semana fui a um bazar de roupas de Londres, o London Look. A indicação veio da minha irmã, pois tem uma aluna super descolada chamada Camila que está morando na Inglaterra e envia periodicamente muitas peças legais para o Brasil. Tem desde vestidos, saias floridas, jaquetas de couro até sapatilhas, meias, acessórios e sapatos Oxford.

Quase fiquei maluca com tantas opções bacanas a um preço bem atrativo! Vestidos lindos de morrer e peças exclusivas para o verão e outono.

O Bazar London Look aconteceu na zona norte, num clima bem descontraído e informal. Comprei este vestido lindo azul marinho e uma bota preta desbotada (já pensando no inverno…).

O mais interessante é que a ideia do negocio surgiu a partir dos pedidos das amigas que viam nas fotos do orkut as peças usadas pela Camila. E depois começaram os pedidos das amigas das amigas…e a rede foi só crescendo!

Uma prova de que os negócios, quando bem feitos, superam as distâncias!!

14 February 11

Meu artigo para a Roteiro da Moda: Os 15 anos da SPFW e essa tal de sustentabilidade

Por Patricia Saito

A 30ª edição da São Paulo Fashion Week (SPFW), realizada de 28 de janeiro a 02 de fevereiro de 2011 na Fundação Bienal, celebrou os 15 anos de existência do maior evento de moda do País. Em números: são 30 mil empresas reunidas, movimentação de R$50 bilhões por ano e 2 milhões de pessoas empregadas. Nesta temporada, 32 marcas apresentaram suas coleções, Gisele Bundchen fez seu último desfile pela Colcci e a modelo transexual Lea T foi a grande sensação do desfile de Alexandre Herchcovitch.

Li artigos de pessoas que atuam há anos no mundo da moda e foram consultadas para fazer uma avaliação do que estes 15 anos representaram. Um que me atraiu a atenção foi o de Lilian Pacce, publicado em 29/01/2011 no jornal O Estado de S. Paulo, em que ela questiona o que significa crescer nos próximos 15 anos. Certamente a indústria de moda brasileira evoluiu muito na última década e a própria SPFW é um exemplo concreto de que temos criatividade, identidade e profissionalismo de sobra para estar entre as principais cidades do circuito mundial da moda. Não a toa, conscientes da prosperidade da economia brasileira e do potencial de avanço do setor, várias marcas internacionais estão escolhendo o Brasil como destino certo de suas filiais.

Mas crescer não significa somente em números e, sim, em qualidade, inovação, gestão. Em minha opinião, nestes pontos, e não no quesito “criação”, residem os maiores desafios a serem enfrentados pela indústria nos próximos anos. Quais mudanças precisam ser feitas para a erradicação do trabalho análogo ao escravo na cadeia produtiva? Ser uma loja fast fashion significa menos qualidade na produção? Os padrões de beleza permanecerão os mesmos em um mundo com características físicas tão diversas?

Outras questões que merecem reflexão: o uso de pele animal em casacos se faz necessário nos dias de hoje? Quais materiais em larga escala causam menos impactos ao meio ambiente?  E quais poderão ser desenvolvidos? O consumo desenfreado é possível num cenário de recursos escassos? Quais valores a indústria estimula em sua comunicação? Como garantir geração de renda para as comunidades, artesãs e costureiras envolvidas com o negócio?

Não são respostas simples e nem serão resolvidas no curto prazo, mas precisam estar nas mentes e planos dos diversos profissionais que irão construir a moda do futuro. Tanto pequenas marcas quanto grandes lojas de departamento só terão a ganhar com a adoção de critérios de gestão socialmente responsáveis. O talento e a criatividade dos nossos estilistas completa a outra parte desta história. É só começar!

Patricia Saito é jornalista e escreve sobre moda e sustentabilidade para o blog Para Tudo (www.paratudo.tumblr.com) e para a revista Roteiro da Moda (www.roteirodamoda.com)

11 February 11
6 February 11

Oxford da Melissa! Eu quero!

Eu vi no blog da antenada Betty, mas não encontrei ainda na loja da Melissa. Deve estar disponível logo, antes do inverno chegar…O que tem na loja da Oscar é um modelo com salto…

Tags: oxford melissa
1 February 11

Nike lança tênis de papel de revista reciclado

Os tênis Nike já foram (e continuam sendo) objetos de consumo dos públicos mais variados – adolescentes, esportistas profissionais ou de fim de semana. A mais inovadora aposta da companhia, agora, tem mira definida: as mulheres. É para elas que a empresa apresenta três modelos de tênis com cara de revista, feitos de papel reciclado.

A linha Women’s Premium Print Pack traz três opções de tênis: o Blazer Mid, o Air Rift e o Flash Macro. Neste link dá para ver com detalhes cada um deles. As tiras de revista, usadas na confecção, receberam um tratamento especial para ganhar maior resistência e durabilidade.

Exatamente em função do revestimento com os recortes de revistas, nenhum produto é igual ao outro – uma aspecto normalmente caro ao público feminino. Até o momento, os artigos da nova linha foram produzidos em baixa escala. Lançados no primeiro dia de 2011 nos mercados chinês e europeu, ainda não têm previsão de chegada ao Brasil.

Antes deste lançamento, a empresa já colocava em ação um amplo projeto nos Estados Unidos, Europa e Ásia (ainda não chegou por aqui) chamado Nike Grind, em que as diferentes partes de tênis da marca, usados e coletados, são reciclados e utilizados na fabricação de outros materiais. Borracha, espuma e tecidos são transformados em superfícies de quadras, grama sintética, material para pista de corrida, roupas e equipamentos.

Vale a pena dar uma “fuçada” no site, que mostra como funciona a coleta de tênis, traz números dos materiais reciclados até o momento e os países onde o programa está em vigor.

Fonte: Blog Empresa Verde/Época Negócio

Themed by Hunson. Originally by Josh